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Boletim de Indicadores de Finanças Públicas de Uberlândia 2º Bimestre de 2026

por Rick
Publicado: 30/06/2026 - 12:07
Última modificação: 30/06/2026 - 13:20

Boletim de Indicadores de Finanças Públicas de Uberlândia – 2º Bimestre de 2026

Boletim de Indicadores de Finanças Públicas de Uberlândia apresenta uma leitura detalhada da situação fiscal do município no 2º bimestre de 2026, destacando sinais de avanço em algumas frentes e desafios importantes a serem acompanhados de perto. Clique aqui para ver o boletim.

1) Disponibilidade de caixa em nível levemente abaixo da média

A Prefeitura de Uberlândia encerrou o 2º bimestre com disponibilidade de caixa equivalente a 1,9 mês de despesas, um valor levemente abaixo do nível da média do grupo de municípios com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes, desmonstrando a recuperação deste indicador e a atenção à liquidez municipal.

2) Superávit primário, mantém melhora

O município apresenta despesas inferiores às receitas, o que resultou em um superávit primário de 1,9% das despesas. Os dados de 2026 apontam para uma tendência de equilíbrio das contas públicas, com melhora gradual nas finanças municipais.

3) Dívida segue estável após trajetória de redução

Depois de atingir o nível recorde de 29% da Receita Corrente Líquida (RCL) em 2021, a dívida consolidada de Uberlândia vem caindo de forma consistente, alcançando 20,1% da RCL no 1º quadrimestre de 2026. Essa redução sinaliza um processo de ajuste fiscal responsável, embora seja levemente superíor ao dado anterior 18,1%.

4) Serviço da dívida segue elevado

O aumento do endividamento em 2021 elevou o serviço da dívida (pagamento de juros e amortizações) para 5,23% da RCL, patamar que permanece praticamente estável desde então. O controle dessa despesa continua sendo um ponto importante para o equilíbrio das contas municipais.

5) Arrecadação própria em leve alta

Em 2026, observa-se uma leve alta na arrecadação própria, que passou a representar 53,3% do total das receitas municipais. Esse movimento reforça a importância de fortalecer a base arrecadatória e melhorar a eficiência na gestão dos tributos locais.

6) Rigidez das despesas permanece baixa

grau de rigidez das despesas teve uma pequena diminuição, mas ainda se mantém em níveis favoráveis (32,3%), o que oferece maior margem de manobra à administração municipal para planejar e ajustar suas despesas conforme as necessidades da cidade.

7) Reversão do critério de despesa com pessoal

Após a mudança de metodologia em 2024 — quando a Prefeitura passou a incluir gastos com pessoal terceirizado nas despesas de pessoal, elevando o indicador de 32% para 48% da RCL —, o critério anterior foi retomado em 2025. Com isso, as despesas de pessoal voltaram a representar cerca de 31,4% da RCL no 1 quadrimestre de 2026, realinhando o cálculo ao padrão utilizado até 2023.

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